Globo repórter 01/04/2011

Dúvidas e soluções a respeito do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde e da FCES

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Nelito Antonio
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Globo repórter 01/04/2011

Mensagem por Nelito Antonio » Seg Abr 04, 2011 9:33 am

Quem assistiu ao Globo Repórter do dia 01/04/2011, onde tem uma reportagem específica referente ao Cnes, deve ter muitos questionamentos. Para quem não assistiu, aqui vai o link para ler, pelos menos essa parte:
http://g1.globo.com/globo-reporter/noti ... paulo.html.
Alguns trechos interessantes que devem ser apontados:
"A primeira falha: o cadastro, que deveria informar a população, não está sendo atualizado corretamente pelas secretarias municipais, estaduais e entidades de Saúde."
"Mas será que o erro é só do cadastro? Uma semana tem exatamente 168 horas, mas uma médica no interior de São Paulo trabalharia 241 horas por semana. Seria como criar uma semana de 10 dias."
"Mas as irregularidades não param. No cadastro, não só a ginecologista, outros médicos também aparecem com especialidades que não têm. Nesse caso, a responsabilidade é dos hospitais: uma artimanha usada para que o SUS pague pelos procedimentos."
Não irei fazer comentários sobre esses pontos, fica a cargo de cada um fazer suas análises, mas o que eu realmente ensejo é que, agora que isto está em evidência nacional, está na hora de nos mobilizarmos e EXIGIRMOS cursos sobre Cnes e outros programas, visto que se acontecer em nossa cidade, provavelmente não conseguiremos nos explicar, pois também não sabemos muitas coisas.
Como temos esse canal de comunicação, fica mais fácil nos organizarmos. Se alguém tiver idéias e/ou sugestões, post aqui no fórum, para podermos, pelo menos, conseguir um curso sobre cnes, que a tanto tempo estamos correndo atrás. Este é o momento.
Muito obrigado.
Nelito Antonio Zanmaria
Responsável pela Informática
Pato Branco - Paraná
E-mail: nelitozanmaria@yahoo.com.br
msn: nelitozanmaria@hotmail.com

fabricio.a.s
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Re: Globo repórter 01/04/2011

Mensagem por fabricio.a.s » Ter Abr 05, 2011 3:36 pm

Pessoal,

Olha provavelmente o que originou desta reportagem, portaria que saiu ontem:

Ministério da Saúde
Secretaria de Atenção à Saúde
PORTARIA No- 134, DE 4 DE ABRIL DE 2011
         O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições,
         Considerando que o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) é instrumento essencial de gerenciamento e gestão utilizado para o direcionamento das ações de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS);
         Considerando a necessidade de assegurar a fidedignidade das informações registradas, bem como de estabelecer critérios de operacionalização destas informações no SCNES;
         Considerando a Portaria SAS/MS no- 511, de 29 de dezembro de 2000, que estabelece a responsabilidade dos gestores estaduais e municipais no cadastramento e na constante atualização do cadastro dos estabelecimentos de saúde; e
         Considerando a Portaria no- 648/GM/MS, de 28 de março de 2006, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica, resolve:
         Art. 1o- Constitui responsabilidade dos gestores municipais, estaduais e do Distrito Federal/DF, bem como dos gerentes de todos os estabelecimentos de saúde na correta inserção, manutenção e atualização sistemática dos cadastros no SCNES dos profissionais de saúde em exercício nos seus respectivos serviços de saúde, públicos e privados.
         Art. 2o- Fica proibido o cadastramento no SCNES de profissionais de saúde em mais de 2 (dois) cargos ou empregos públicos, conforme disposto no Art. 37, inciso XVI, alínea 'c', da Constituição Federal de 1998.
         §1 o- O descumprimento do previsto no caput deste artigo terá como consequência a inconsistência do registro deste profissional em cadastros anteriores no exercício de cargos ou empregos públicos, mantendo-o apenas nos 2 (dois) cadastros mais recentes.
         §2 o- No caso de cadastramento de profissional que exerça 2 (dois) cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, deve ficar comprovada a compatibilidade de horários, conforme disposto no Art. 37, inciso XVI, alínea 'c', da Constituição Federal de 1998.
         Art. 3o- O cadastramento de um profissional de saúde que exerça suas atividades como profissional liberal ou trabalhador autônomo em mais de 05 (cinco) estabelecimentos de saúde não públicos, somente será autorizado mediante justificativa do gerente do estabelecimento, validada pelo gestor municipal, estadual ou do DF, em campos específicos do SCNES.
         Parágrafo único. A justificativa deverá ser feita pelos respectivos gerentes dos estabelecimentos subseqüentes que passarem a gerar a situação citada no caput deste Artigo.
         Art. 4o- Poderá ser autorizado o fracionamento da carga horária semanal de um mesmo cargo ou emprego público de profissional de saúde em mais de um estabelecimento público de saúde do órgão ou entidade ao qual este profissional esteja vinculado, mediante justificativa do gerente do estabelecimento de saúde, validada pelo gestor municipal, estadual ou do DF, em campos específicos do SCNES e desde que sejam respeitadas as regras de ingresso do profissional de saúde no cargo ou emprego público.
         Parágrafo único. A soma do fracionamento da carga horária referida no caput não poderá ultrapassar a carga horária total deste cargo ou emprego público.
         Art. 5o- Para o profissional pertencente à equipe da Estratégia de Saúde da Família (ESF), além do cumprimento do disposto no Art. 2o- desta Portaria, ficam estabelecidas as seguintes regras:
         I - Fica vedado seu cadastramento em mais de 01 (uma) equipe da ESF;
         II - Para o cadastramento deste profissional em mais de 03(três) estabelecimentos de saúde, independentemente da sua natureza, deverá haver justificativa e autorização prévia do gestor municipal, estadual ou do DF em campos específicos do SCNES.
         Art. 6o- Será suspenso o repasse dos recursos pelo Ministério da Saúde referentes ao custeio da equipe da ESF à qual pertença profissional que não atender ao disposto nos Art. 2o- e 5o- desta Portaria, de forma isolada ou cumulativamente, a partir da competência maio de 2011.
         Art. 7o- Será utilizada a base de dados do Conselho Federal de Medicina, disponível no endereço eletrônico: www.cfm.org.br, para a avaliação da compatibilidade entre o nome do profissional médico informado e o número de seu registro no Conselho.
         Art. 8o- O Art. 2o- da Portaria SAS/MS no- 51, de 26 de fevereiro de 2004, passará a vigorar com a seguinte redação:
         "Art. 2o- Determinar que o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS disponibilize nova versão do CNES na primeira semana de março/2004, com as seguintes exigências ou funcionalidades:
         - Exigir CPF para todos os profissionais, com crítica de validação;
         - Exigir os CBO correspondentes aos serviços/classificação nas inclusões cadastrais;
         - Consistir a base já existente, não permitindo que permaneçam cadastrados Serviços/classificação cujos CBO não estejam devidamente cadastrados." (NR)
         Art. 9o- O Art. 5o- da Portaria SAS/MS no- 51, de 26 de fevereiro de 2004, passará a ter a seguinte redação:
         "Art. 5o- Determinar que os gestores observem as orientações constantes do Manual do CNES e dos diversos informes divulgados pelo Ministério da Saúde e também repassados durante os treinamentos, cujo conteúdo principal contempla:
         - A carga horária semanal/CHS deve ser a efetivamente disponível para o estabelecimento no CBO correspondente, ambulatorial ou outros, independente do que consta do contrato de trabalho;
         - Só devem ser cadastrados com CBO de especialidade os médicos que atendem exclusivamente a determinado grupo de pacientes com patologias e agravos definidos para a especialidade médica, cuja comprovação da habilitação do profissional, é de responsabilidade do estabelecimento.
         - Quando o gerente do estabelecimento de saúde optar pela cessão de crédito e o gestor local admitir esta forma de repasse, o profissional médico deverá ser cadastrado como autônomo." (NR)
         Art. 10 Caberá à Secretaria de Atenção à Saúde – Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas (DRAC/SAS/MS) e Departamento de Atenção Básica (DAB/SAS/MS), adotar as providências necessárias junto ao DATASUS, para o cumprimento do disposto nesta Portaria.
         Art. 11 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir da competência maio de 2011.
 HELVÉCIO MIRANDA MAGALHÃES JÚNIOR

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