Gilvam sua proposta é muito interessante:
Acho que poderia implantar gradativamente no Brasil o BPA I - O municipio interessado se habilitaria para trabalhar com o BPA I
Mas, infelizmente, algumas políticas são globais - devem atingir a todos no mesmo momento, pois a liberaridade de adesão ou não, com certeza fará com que a implantação da mesma (política) corre o risco de nunca ser implementada, o que é o caso, não da implantação do BPA-I mas sim do projeto de integração dos sistemas SUS e do produto final que é o Prontuário Eletrônico.
Digo isso, lembrando que ainda estamos focados no nosso quadrado - por ter trabalhado na Unidade de Avaliação e Controle atualmente Departamento de Avaliação, Regulação e Controle - participando das atividades de auditoria, CNES, faturamento, monitoramento, informações, CNS percebemos melhor o todo e no caso do SUS apenas o todo fará com que o Sistema Único de Saúde seja um sistema de saúde melhor.
O projeto do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), Cartão Nacional de Saúde (CNS), SIGTAP visam todos a integração de todos os Sistemas SUS onde o Cadastro dos domícilios e dos usuários são parte integrantes do projeto de um sistema de saúde informatizado e integrado.
Seria interessante lembrarmos que o SUS foi inspirado nos sistemas de saúde do Canadá, do Reino Unido, da Australia e de Cuba. O sistema canadense tem uma infra-estrutra de auto estrada de informação onde o prontuário eletrônico funciona.
O Brasil é um país continental e de extrema desigualdade onde algumas políticas, para darem certo, necessitam ser implementadas de cima para baixo. Fatos recentes como a obrigatoriedade da Certidão de Nascimento no hospital onde ocorreu o parto, por exemplo, não consegue ser completamente implementada. Temos também o Registro de Identidade Civil (RIC), novo modelo de Registro Geral (RG), que também padece de falta de integração de sistemas e de infra-estrutura e tantos outros.
Fé e esperança que esse país ainda dará certo.
/Fernando



